Seminários Mundos Juvenis - 14 de Janeiro

 

Ritmos sociais e ritmos biológicos: impactos de uma sociedade alerta 24 horas no sono de jovens trabalhadores-estudantes

Andréa Aparecida da Luz  (Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, FSP USP)


Orientadora - Professora Dra. Frida Marina Fischer Co-orientador no exterior - Professor Dr. Vitor Sérgio Ferreira


Resumo

Nas últimas décadas, observa-se um aumento na produção de bens e serviços disponíveis durante as 24 horas, dia e noite ininterruptamente, configurando uma "Sociedade 24 horas" (Moreno et al., 2003). Consequentemente há um aumento do número de pessoas contratadas para trabalhar no turno noturno e que passaram a utilizar ou contratar os serviços disponíveis em horários alternativos dos usuais durante o dia. Devido à crise econômica atual mundial que assola alguns países e as dificuldades enfrentadas pela população para conseguir trabalho, esses horários alternativos também são procurados como uma alternativa para obter emprego.

Neste cenário, com a competitividade e grande demanda de mão-de-obra concorrendo a vagas de trabalho, a qualificação e capacitação profissional tornaram-se relevantes tanto para conquistar o primeiro emprego quanto para manter-se no trabalho.

Entretanto, diversos estudos de investigação apontam as dificuldades e as repercussões na saúde do trabalho em noturno, tais como: restrição parcial do sono noturno, queixas recorrentes de problemas gastrointestinais, cardiovasculares, estresse, dores musculares, fadiga e sonolência diurna excessiva, entre outros. Apesar dessas dificuldades, muitas pessoas recorrem a uma formação acadêmica e/ou qualificação profissional em horários alternativos para atender às exigências do mercado de trabalho.

O presente seminário objetiva apresentar alguns aspectos relacionados às diferentes formas de qualificação profissional disponíveis na sociedade 24 horas, o cotidiano e os modos de vida de pessoas que estudam e lecionam na madrugada em São Paulo, capital, Brasil. O trabalho desdobra-se em duas etapas: na etapa 1 avaliou-se quantitativamente o ciclo vigília-sono, a exposição à luz e o padrão de alimentação e sonolência de 40 alunos, que estudam e trabalham em diferentes horários ao longo das 24 horas; na etapa 2, realizaram-se entrevistas compreensivas com os mesmos participantes, com o objetivo de perceber as vivências e os sentidos subjetivos investidos pelos jovens nos seus ritmos sociais.

Processo FAPESP 2012/22005-1

Processo CNPq 484613/2012-0

Processo CAPES BEX 4721/2014-04




Andréa Aparecida da Luz - Psicóloga, Mestre em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, FSP USP. Atualmente é aluna de Pós Graduação, nível doutorado pela FSP USP.


  • Faixa publicitária
  • Faixa publicitária
  • Faixa publicitária

Contacte-nos